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Suspeita de golpe imobiliário deixa 14 vítimas e prejuízo de R$ 3,2 milhões no Sul de Minas

As investigações sobre um suposto golpe imobiliário no Sul de Minas chegaram a 14 vítimas, com prejuízo estimado em R$ 3,2 milhões, segundo atualização da Polícia Civil divulgada nesta quarta-feira (21). O caso envolve negociações de compra e venda de imóveis intermediadas por uma imobiliária e corretores da região.

Na semana anterior, o prejuízo estimado era de R$ 850 mil. O aumento ocorreu após o registro de novas ocorrências e a coleta de depoimentos de pessoas que relatam ter sido prejudicadas.

As apurações estão divididas entre as comarcas responsáveis pelos registros. Em Bueno Brandão, cinco ocorrências reúnem 12 vítimas. Já em Pouso Alegre, a Delegacia de Defraudações conduz dois procedimentos. A Polícia Civil busca ouvir todas as vítimas e testemunhas para esclarecer os fatos e dimensionar a possível extensão dos crimes.

Como funcionaria o esquema

O caso veio à tona no início de outubro, quando compradores procuraram a polícia para denunciar possíveis irregularidades em contratos imobiliários.

Segundo os relatos, os compradores pagavam valores de entrada, quitavam débitos ou assumiam dívidas de imóveis financiados. No entanto, os recursos não teriam sido repassados aos antigos proprietários ou às instituições financeiras responsáveis pelos financiamentos.

Em algumas situações, os compradores só perceberam os problemas ao tentar regularizar a documentação dos imóveis que acreditavam ter adquirido.

Ministério Público e Creci acompanham as apurações

O Ministério Público informou que ainda não instaurou procedimentos contra a empresa, mas acompanha os inquéritos conduzidos pela Polícia Civil e pela Promotoria de Justiça de Bueno Brandão.

O Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Minas Gerais (Creci-MG) informou ter recebido, em julho deste ano, uma denúncia contra a imobiliária e profissionais envolvidos nas negociações. O caso está no setor jurídico do conselho para emissão de parecer.

Segundo o Creci-MG, os registros da empresa e dos profissionais permanecem ativos e regulares até eventual instauração formal e julgamento do processo administrativo.

A defesa da imobiliária informou que se manifestará após tomar conhecimento de todos os casos registrados pela Polícia Civil.

Como evitar golpes imobiliários

O Creci-MG recomenda que compradores verifiquem o registro da imobiliária e do corretor antes de fechar negócio. Também é importante solicitar a matrícula atualizada do imóvel diretamente no cartório e confirmar com o banco a situação de eventuais financiamentos.

Pedidos de transferência para contas de terceiros e pressões para concluir uma negociação rapidamente devem ser tratados com cautela.

Em caso de suspeita de fraude, a orientação é interromper os pagamentos, reunir contratos e comprovantes, registrar um boletim de ocorrência e comunicar imediatamente a instituição financeira para tentar evitar novas transferências.

Da redação, Weber Gomes.

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