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O cantor Daniel vive uma nova fase profissional após mais de quatro décadas dedicadas à música. À frente da turnê Um Novo Tempo e do programa Viver Sertanejo, exibido nas manhãs de domingo da TV Globo, o artista planeja renovar o repertório sem deixar de lado as raízes e o romantismo que marcaram sua trajetória.
Em entrevista ao Globo Rural, Daniel falou sobre as mudanças na carreira, a influência da música sertaneja em sua formação e os planos para os próximos lançamentos. Para ele, o gênero mantém uma ligação profunda com a identidade cultural brasileira e tem espaço para dialogar com diferentes estilos musicais.
A turnê Um Novo Tempo surgiu após as comemorações dos 40 anos de carreira. O espetáculo combina sucessos conhecidos do público com arranjos acústicos, recursos tecnológicos e projeções em 3D. O projeto está na estrada há quase dois anos e representa, segundo o cantor, uma transição para uma nova etapa profissional.
Daniel também pretende apresentar músicas inéditas e explorar novas sonoridades. Ao observar o mercado sertanejo atual, ele considera importante buscar propostas diferentes, evitando que os lançamentos sigam fórmulas muito semelhantes.
Outro destaque dessa fase é o programa Viver Sertanejo, gravado na fazenda do cantor, em Brotas, no interior de São Paulo. A atração reúne artistas de diferentes gerações e estilos musicais para compartilhar histórias, experiências e apresentações.
O programa começou como um especial, mas, diante da resposta do público, passou a integrar a programação regular da emissora. Segundo os dados apresentados pelo Globo Rural, a atração se aproxima de 70 milhões de espectadores em 2026, e o centésimo episódio está previsto para janeiro de 2027.
A proposta é aproximar o público das histórias por trás da música sertaneja, sem restringir a participação a artistas ligados exclusivamente ao gênero. O formato também abre espaço para nomes do forró, do samba, do axé e de outras vertentes que mantêm alguma relação com a sonoridade sertaneja.
Gravado em um ambiente rural, o programa procura preservar a espontaneidade dos encontros. A fazenda continua em funcionamento durante as gravações, e elementos da rotina do campo fazem parte do cenário.
Daniel também comentou o uso de novas tecnologias na música, incluindo a inteligência artificial. O cantor vê possibilidades de aprimoramento, mas considera importante preservar a identidade artística, as origens e a sonoridade de cada trabalho.
A evolução dos equipamentos de palco é um exemplo desse avanço. Recursos atuais permitem ajustar o retorno sonoro dos músicos com mais precisão, facilitando as apresentações e contribuindo para os cuidados com a audição.
Ao longo da carreira, Daniel também ampliou sua atuação para além dos palcos, com trabalhos como ator e apresentador. Entre essas experiências está o filme O Menino da Porteira, que exigiu preparação específica e, segundo o artista, trouxe aprendizados pessoais e profissionais.
Com a turnê, o programa de televisão e os planos de novas músicas, Daniel busca equilibrar renovação e tradição. A proposta é continuar próximo do público, valorizando a música sertaneja e as histórias que ajudaram a construir sua trajetória.
Da redação, Weber Gomes.