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Clonar WhatsApp está cada vez mais comum

Uma pesquisa recente da desenvolvedora de aplicativos Psafe apontou que cerca de 8,5 milhões de brasileiros já tiveram o WhatsApp clonado. O número assusta, já que o chat é utilizado diariamente por milhões de pessoas para conversas pessoais e profissionais, além de conter mensagens e arquivos importantes.

Entenda melhor como acontece o golpe e como se proteger.

Como o WhatsApp é clonado

Paulo Gontijo, professor do Instituto de Gestão de Tecnologia da Informação (IGTI), em Belo Horizonte, explica que existem três principais formas de o WhatsApp ser clonado.

“O jeito mais comum e fácil é pelo WhatsApp Web, quando uma pessoa tem acesso ao celular da outra, mesmo que por alguns instantes, e consegue abrir o chat no computador”.

Esse método requer que o “clonador” tenha acesso ao smartphone, mas algumas técnicas mais sofisticados também podem ser utilizados.

“Se alguém tem um celular mais antigo e está compartilhando o Wi-Fi de um aeroporto com uma pessoa que tem acesso a certos mecanismos, por exemplo, ela consegue enviar um aplicativo malicioso”, exemplifica o especialista.

Uma outra maneira, segundo Paulo, é pela troca do SIN card. Neste caso, com ajuda de alguém de dentro da empresa de telefonia, o WhatsApp de uma pessoa é transferido para um outro aparelho, sem que ela saiba.

Clonagem do WhatsApp: quais são as consequências

“As pessoas fazem isso para benefício próprio”, explica o professor. “Elas podem querer obter informações, ler conversas, chantagear, mandar vírus para um contato específico ou extorquir dinheiro”.

Ele conta que existe um nível de confiabilidade no aplicativo — se sua mãe te manda um link pedindo para você acessar, por exemplo, ou pede dinheiro para uma emergência, é muito mais provável que você atenda os pedidos do que no caso de um número desconhecido.

Paulo ainda alerta para a segurança do WhatsApp de pessoas que podem guardar informações confidenciais no chat, como empresários e políticos. Nesses casos, a atenção deve ser redobrada.

Por que os casos aumentaram

Em paralelo ao desenvolvimento de dispositivos e aplicativos para que as pessoas façam quase tudo pela internet, há também o crescimento de artifícios dos mais criativos possíveis para fraudar esses sistemas.

“Os crimes virtuais estão cada vez mais engenhosos”, diz Paulo. Para ladrões, como ele explica, é muito mais cômodo fazer um roubo pelo celular: “Eles também não querem se arriscar, sair por aí com uma arma na mão fazendo assaltos. O ambiente virtual é mais seguro para eles”, afirma.

Sabendo que essas violações estão cada vez mais comuns, muita gente se pergunta por que o WhatsApp não reforça seus mecanismos de segurança.

“Certamente eles poderiam incrementar a proteção do aplicativo, mas, quanto mais segurança, mas complicadas as coisas ficam”, comenta o professor.

Para explicar, ele faz uma comparação com a vida fora das telas: “Uma pessoa poderia colocar cinco cadeados na porta, mas seria difícil ter que destrancá-los todos os dias. O mesmo serve para o WhatsApp”.

Se a empresa obrigasse que os usuários usassem uma senha para desbloquear o aplicativo em todos os acessos, muito provavelmente perderia contas para os concorrentes.

Como se proteger do golpe no WhatsApp

O expert sugere algumas algumas medidas simples para se proteger contra possíveis ataques no WhatsApp. Primeiro, é muito importante manter o celular atualizado, principalmente se for um Android, que é mais vulnerável.

Também vale ficar atento aos avisos que o próprio aparelho emite quando você clica em algum link suspeito ou baixa um aplicativo estranho.

“Desconfie de qualquer comportamento anormal, como uma mensagem fora do comum, um contato pedindo dinheiro, um site que não parece muito confiável, um SMS solicitando uma senha”, orienta.

Ele também indica a verificação em duas etapas, que é um recurso opcional disponibilizado pela empresa. Ele cria um código para quando o usuário tiver que confirmar seu número de telefone.

Fique atento também a conversas não lidas, mas marcadas como lidas, e a mensagens que você não se lembra de ter mandado.

Uma outra dica é não manter fotos ou arquivos privados no chat, já que eles podem ser usados para chantagens. No caso do WhatsApp Web, não esqueça de encerrar a sessão quando for sair do computador.

Se desconfiar que seu WhatsApp foi clonado, é possível restaurar os padrões de fábrica nas configurações do smartphone. Assim, as informações pessoais serão apagadas.

Fonte: VIX (texto copiado na íntegra)

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