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O Caminho da Fé foi oficialmente reconhecido como rota turística nacional após a sanção da Lei nº 15.449/2026 pelo Governo Federal. A medida fortalece o turismo religioso e abre novas perspectivas de desenvolvimento para diversos municípios do Sul de Minas que integram o tradicional percurso de peregrinação.
Entre as cidades contempladas estão Andradas, Arceburgo, Borda da Mata, Botelhos, Brazópolis, Caldas, Campestre, Consolação, Estiva, Guaxupé, Inconfidentes, Itamogi, Monte Santo de Minas, Monte Sião, Ouro Fino, Paraisópolis, Santa Rita de Caldas, São Sebastião do Paraíso, São Tomás de Aquino e Tocos do Moji.
O principal trajeto do Caminho da Fé liga Águas da Prata, no interior paulista, ao Santuário Nacional de Aparecida, passando pela Serra da Mantiqueira e por importantes municípios sul-mineiros. Todos os anos, milhares de peregrinos percorrem a rota a pé, de bicicleta ou a cavalo em busca de fé, reflexão e superação pessoal.
A legislação também reconhece ramais que ampliam a participação do Sul de Minas no roteiro nacional. A chamada Rota Sul de Minas inclui os municípios de Botelhos, Caldas, Campestre e Santa Rita de Caldas. Já a Rota Dom Inácio João Dal Monte tem início em Guaxupé, enquanto a Rota Franca contempla Arceburgo, Itamogi, Monte Santo de Minas, São Sebastião do Paraíso e São Tomás de Aquino. A Rota Medalha Milagrosa, que passa por Monte Sião, também foi incluída no reconhecimento.
Inspirado no tradicional Caminho de Santiago de Compostela, na Espanha, o Caminho da Fé é considerado uma das mais importantes rotas de peregrinação do Brasil. Com a oficialização em nível nacional, a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes, fortalecimento do comércio local, geração de empregos e novos investimentos em infraestrutura turística nos municípios participantes.
A medida representa um importante passo para consolidar o Sul de Minas como um dos principais destinos de turismo religioso do país.
Da Redação, Luciana Mohallem.