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Brasil enfrenta onda de calor histórica; saiba como proteger seu pet

O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e outras instituições que monitoram o clima no Brasil já lançaram o alerta: todas as regiões do país devem enfrentar uma onda de calor sem precedentes nos próximos dias. A empresa de meteorologia MetSul foi uma das que alertou que o clima passará dos 40º em diversos estados da região Centro-Oeste, Sul e Sudeste e que diversos recordes de altas temperaturas devem ser quebrados até o final da semana.

Mesmo para quem gosta de calor, as notícias assustam. Afinal de contas, sintomas como dores de cabeça, cansaço, suor excessivo e diversos outros podem ser desencadeados quando nosso corpo Afinal de contas, sintomas como dores de cabeça, cansaço, suor excessivo e diversos outros podem ser desencadeados quando nosso corpo não consegue lidar com temperaturas tão altas. Agora imagine: se para humanos, que conseguem buscar formas de se refrescar e cuidar do corpo nestes casos a situação já é desconfortável, como se sentem os pets?

Assim como nós, cães, gatos e outros animais de estimação sofrem bastante com a variação climática, mas por terem um mecanismo de regulação de temperatura bastante diferente do nosso é preciso estar atento a quais cuidados fazem sentido ou não para eles. Não dá, por exemplo, para oferecer um sorvete comprado no supermercado para ajudá-los a se refrescar.

Conhecer um pouco das características biológicas dos pets também ajuda a entender os sinais de que o organismo deles não está dando conta de se auto regular e precisa de ajuda externa. Com a orientação de duas veterinárias, reunimos algumas dicas para cuidar do seu bichinho de estimação nesses dias de calor intenso.

Atenção aos sinais

Não é apenas quando estão cansados que os cachorros e gatos respiram ofegantes e com a língua para a fora: essa é, na verdade, a principal forma que o corpo deles encontra de regular a temperatura interna. É por essa razão que os animais chamados braquicefálicos (de focinho achatado) sofrem mais com o calor, já que apresentam dificuldades respiratórias. Gatos persas e cachorros pugs são exemplos de raças com essa característica.

Por isso, Thaís Matos, veterinária da empresa de serviços para pets DogHero, destaca que “passar muito tempo ofegante com a linguinha para fora é o primeiro sinal de que o calor pode estar incomodando.” Outros sinais são a procura por lugares ventilados e frescos, a frequência maior com que bebem água e até a forma como se deitam em superfícies geladas, de forma mais “esparramada”. A veterinária Daniana Pinotti, diretora clínica do Hospital Veterinário Anima (São José dos Campos-SP), explica que os cães costumam deitar com as patinhas esticadas, colocando as axilas e virilhas, região de intensa circulação sanguínea, em contato com o chão, o que ajuda a diminuir a temperatura interna.

Considere a tosa e banhos mais frequentes

Características como porte, pelagem e peso também são importantes na hora de diferenciar quais bichinhos provavelmente sofrerão mais com o calor. Por isso, a tosa é sim um procedimento recomendado para cães e gatos muito peludos. Alguns cuidados, no entanto, precisam ser tomados. Animais de pele muito clara podem sofrer insolação se não tiverem o pelo para protegê-la, e por isso esse é um caso que merece mais atenção. Além disso, uma tosa muito curta pode acabar desregulando ainda mais a temperatura do animal, já que o pelo serve também como isolante térmico. A dica de Thaís é que se mantenha uma margem de ao menos 5 cm de pelo.

Uma outra alternativa apresentada por Daniana, é aumentar a frequência dos banhos, contanto que todos os procedimentos, como a secagem, sejam respeitados para evitar infecções na pele.

Para os animaizinhos que se estressam muito com o banho e tosa, Thaís aconselha ao menos a escovação diária dos pelos, que caem ainda mais na troca de estações: “a escovação ajuda a manter os pelos saudáveis e retirar os que já estão soltos”.

Ar condicionado e ventilador com moderação

O ar condicionado sem dúvidas proporciona um alívio em tempos de calor. Mas, assim como nós, os pets estão vulneráveis a choques térmicos e até problemas de ressecamento das vias aéreas por conta do equipamento. Daniana explica que cachorros que portam o vírus da gripe canina podem manifestá-lo em função da queda da imunidade, por exemplo. O mesmo vale para os gatos.

Por isso, embora o uso não seja completamente vetado, é bom ter alguns cuidados como não deixar as saídas de ar voltadas diretamente para o animal (vale também para o ventilador!) e ter atenção a regulagem de temperaturas. “Eles costumam sentir a temperatura do ambiente entre 2°C e 3°C a mais que os humanos, por isso temos que ter cuidado na hora de regular a temperatura do ar condicionado onde os pets irão ficar e prestar atenção com mudanças de temperatura bruscas”, reforça Thaís Matos.

Outras medidas para melhorar o ambiente como favorecer a ventilação e facilitar o contato dos bichinhos com pisos mais frios também são recomendados.

Atenção à alimentação e água

O cuidado essencial com pets no calor, assim como para humanos, é garantir a hidratação. Por isso, mantenha potes de água fresca (é possível adicionar até alguns cubinhos de gelo) por vários locais da casa, para “dar a oportunidade de que o animal se depare com água em mais momentos do dia”, aconselha Daniana. Petiscos gelados como sorvetes próprios para bichos de estimação são também uma boa maneira de ajudá-los a sentirem-se mais confortáveis, mas se você não encontrá-los com facilidade há outras alternativas. “Existem alimentos úmidos para cães e gatos no mercado como sachês, patês que podem ser refrigerados. Basta colocar na geladeira e depois oferecer para eles geladinhos”, sugere a veterinária da Anima.

Uma outra dica é oferecer a alimentação convencional do pet em horários em que a temperatura é mais amena, como o amanhecer e o anoitecer. Nesses momentos, eles estarão mais confortáveis para comer.

Cuidado com os passeios

Em épocas de calor, opte por passeios antes das 10h ou depois das 17h, para evitar que o animal esteja na rua em momentos de temperatura mais alta. Além disso, é preciso estar atento à temperatura do chão, que quando muito altas podem queimar e lesionar as patinhas do pet. “A mesma sensibilidade que têm nossos pés se vamos para a rua descalços, as patas dos animais também têm”, aponta Daniana.

Nada de roupinhas

“Por mais que roupinhas pareçam frescas e confortáveis, no verão, qualquer tipo de acessório que cubra o corpo do cãozinho só irá colaborar para que ele sinta mais calor”, alerta a veterinária da DogHero Thaís Matos. Portanto, essa definitivamente não é a época para querer deixar seu bicho mais fofinho com roupas e outros acessórios!

Fonte: Uol

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