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Após quase dois meses internado, menino atropelado em Pouso Alegre recebe alta hospitalar

Uma notícia que emocionou moradores do Sul de Minas marcou o início desta semana. O pequeno Samuel Wondro Carreiro Machado, de 4 anos, recebeu alta do Hospital das Clínicas Samuel Libânio, em Pouso Alegre (MG), após permanecer internado por quase dois meses em decorrência de um grave atropelamento ocorrido no bairro São João.

A informação foi compartilhada pela mãe do menino, Marisa Carreiro, na segunda-feira (22), por meio das redes sociais. Em uma mensagem de agradecimento, ela destacou a força das orações e o apoio recebido durante todo o período de internação do filho. “Faltavam apenas dois dias para completar dois meses de hospital. Foi um verdadeiro milagre”, escreveu.

A recuperação de Samuel foi acompanhada com grande expectativa por familiares, amigos e pela comunidade regional, que se mobilizou em diversas manifestações de apoio à família ao longo das últimas semanas.

Apesar da alta hospitalar representar uma importante vitória, o processo de recuperação ainda não terminou. Segundo a família, o menino continuará recebendo acompanhamento médico especializado e deverá passar por novos tratamentos nos próximos meses. Durante a internação, Samuel também desenvolveu um quadro de trombose, que exigirá cuidados contínuos.

Relembre o acidente

O atropelamento aconteceu na manhã do dia 24 de abril, por volta das 7h30, na Rua Três Corações, no bairro São João, em Pouso Alegre. Samuel e sua irmã, de 11 anos, estavam a caminho da escola quando foram atingidos por um veículo ao tentarem atravessar a rua.

A menina sofreu apenas ferimentos leves, foi atendida e liberada no mesmo dia. Já Samuel, teve ferimentos graves, incluindo politraumatismo e lesões na clavícula, coluna, pulmão e fígado, conforme informações divulgadas pela família. 

O caso causou grande repercussão em Pouso Alegre. Após o acidente, moradores incendiaram o carro envolvido no atropelamento. O motorista, de 63 anos, deixou o local e posteriormente acionou a Polícia Militar de sua residência. Aos policiais, ele afirmou que teve a visão prejudicada pela luz do sol, o que teria provocado a perda do controle da direção.

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