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O ano de 2026 desenha-se como o capítulo final de uma era dourada para o samba, mas o encerramento não poderia ser mais poético. Esqueça as despedidas solitárias: o mestre Martinho da Vila decidiu que, para dizer “até logo” às grandes turnês, precisaria de um abraço mais do que singelo. O palco, que por mais de cinco décadas foi sua casa, agora ganha um novo fôlego com o anúncio da turnê “Pai e Filha”, unindo o patriarca de 88 anos à irreverência solar de Mart’nália – sangue de seu sangue.
Não se trata apenas de uma série de shows, mas de um documento vivo da história da música brasileira. Realizada pela Groove Produções, a turnê vai percorrer 30 cidades, transformando cada apresentação em um quintal de afetos onde o samba de raiz de Martinho encontra a versatilidade pop e o suingue de Mart’nália.
Para Mart’nália, o projeto tem “cheiro de infância”. Ela, que passou décadas na banda do pai como percussionista e apoio vocal – sem nenhum privilégio de “filha do patrão”, como gosta de lembrar -, agora divide o protagonismo em pé de igualdade. Enquanto Martinho brinca que hoje ele é apenas “o pai da estrela”, Mart’nália celebra a chance de reviver clássicos como “Canta Canta, Minha Gente” e “Cabide” ao lado de seu maior mestre.
A dinâmica promete ser um deleite: sets individuais de cada artista com suas bandas e um grande final conjunto, regado a improvisos e àquela energia que só quem cresceu entre tamborins e sorrisos sabe entregar.
Fonte: Tenho Mais Discos Que Amigos